Desde os primórdios da humanidade, o ser humano procura a felicidade como a terra seca clama pela água. É fácil conquistá-la? Nem sempre! Os poetas a homenagearam, os romancistas a descreveram, os filósofos a contemplaram, mas grande parte deles a saudaram de longe.
Os reis tentaram dominá-la, mas ela não se submeteu ao seu poder. Os ricos tentaram comprá-la, mas ela não se deixou vender. Os intelectuais tentaram entendê-la, mas ela os confundiu. Os famosos tentaram fasciná-la, mas ela lhes contou que preferiria o anonimato. Os jovens disseram que ela lhes pertencia, mas ela lhes disse que não se encontrava no prazer imediato nem se deixava encontrar pelos que não pensavam na consequência de seus atos.
Alguns acreditaram que poderiam cultivá-la em laboratório. Isolaram-se do mundo e dos problemas da vida, mas a felicidade enviou um claro recado dizendo que ela apreciava o cheiro de gente e crescia no meio das dificuldades. Outros tentaram cultivá-la com avanços da ciência e da tecnologia, mas eis que a ciência e a tecnologia se multiplicaram e a tristeza e as mazelas da alma se expandiram.
Desesperados , muitos tentaram encontrar a felicidade em todos os cantos do mundo. Mas no espaço ela não estava, nos mais altos edifícios não fez morada, no interior dos palácios não habitava. Cansados de procurá-la, alguns disseram: "ela não existe, é um sonho de sonhadores que nunca acordam".
Trecho incial de um livro denominado "Treinando a emoção para ser feliz", de Augusto Cury

Lembranças dos anos 70, num estilo meio hippe, em Praia Grande, SP, junto com o meu irmão Albano Nogueira d´Almeida
“O homem é o único animal que não aprende nada sem ser ensinado; não sabe falar, nem caminhar, nem comer, enfim, não sabe fazer nada no estado natural, a não ser chorar”.
(Plínio, o Velho – Escritor Latino 23-79, História Natural, Vol. VII, 4)
HOMENAGEM
AO COMPANHEIRO WALDIR TAVARES.
Discurso de inauguração do CENTRO DE MEMÓRIA do Rotary Club Duque de Caxias – Auditório Waldir Tavares – 26 de maio de 2010.
Companheiro José Nogueira D´Almeida
Certamente, muitas e valiosas definições poderiam dizer o que é o Rotary. Mas nenhuma delas poderia ser efetivamente correta, a ponto de resumir-se em palavras, toda a expressão da Instituição por mais qualificado que seja o seu autor.
As definições verdadeiramente pouco importam, se não for esquecido que o Rotary é uma ficção social, vez que só se materializa quando homens e mulheres – rotarianos – estimulados, fomentam o ideal de servir.
Indago então:
- São rotarianos todos aqueles que depois de um processo de avaliação ético/moral são admitidos nos milhares de clubes espalhados pelo mundo?
- São aqueles que por benemerência contribuem financeiramente para as diversas campanhas institucionais?
- São aqueles de boa índole e profunda fé que fazem o juramento da prova quádrupla?
- São aqueles que rotineiramente participam das reuniões mensais e eventos?
Respondo, afirmativamente. Ser rotariano, sem dúvidas é ter várias destas múltiplas virtudes e qualidades.
Temos então a sensação de que todos são rotarianos. Com algum grau maior de virtudes, outros com menos. Mas infelizmente nem todos, apesar de reunir as qualidades, conseguem ser verdadeiramente rotarianos.
Podemos até arriscar a dizer que o fato de estar regularmente num clube, não tem o condão de transformar o cidadão no verdadeiro rotariano. Na antítese dessa opinião podemos afirmar que a sociedade tem rotarianos, que sequer adentraram a um clube de serviço ou participaram de um evento de Rotary.
Presumo que ser rotariano é muito mais. Vai além de um dedicado companheiro que ao cuidar dos interesses do clube, sacrifica a sua vida pessoal e profissional. Muito mais, de um dedicado e competente Presidente que representa o Clube com altivez e dignidade. Muito mais do que aquele assíduo e participativo companheiro que não falta nenhuma das reuniões ou eventos rotários.
Transcende, indubitavelmente, ao campo material. Atinge, um pouco, ao campo da espiritualidade.
Se alguns marcam suas presenças com destaque midiático, projetados pelos jornais, revistas e até mesmo programas de televisão ou internet. Outros tantos se destacam pela originalidade da discrição. Pela pureza, pela serenidade e pela paz que transmitem.
Esses companheiros tratam os mais novos e os mais antigos, com o mesmo entusiasmo e interesse. Preocupam-se com todos como se fossem seus familiares, levando sempre uma palavra de carinho ou de apoio, nos momentos difíceis do clube ou de suas vidas particulares.
Não disputam posições dentro do Clube, deixando que seus companheiros os convoquem para as mais árduas e difíceis missões. Harmonizam-se com todos e com tudo, como o sistema planetário harmoniza-se com o universo.
Enfim....
Revelam qualidades que não são comuns a todo ser humano moderno sempre sobressaltado pela necessidade de vencer na vida e sem ter tempo para nada.
Waldir Tavares, sem dúvidas, foi um desses rotarianos incomuns.
Deixou-nos com muita saudade e há bastante tempo. Mas tem-se a sensação de que isto não aconteceu. Temos sempre a impressão de que no fundo da nossa sala, está sempre alguém a nos observar e que, apenas, deixou de assinar o livro de presença, por um mero acaso. Ao ingressarmos na nossa sede, relembramo-nos rotineiramente daquela pequeníssima figura, de aparência descontraída e alegre, que vinha-nos receber como se estivéssemos perdidos sem sabermos aonde nos posicionar. Em nossos aniversários, no alvorecer do dia, quantas vezes, ainda, ouvimos - no silêncio de suas palavras - um desejar de Feliz Aniversário. Quantos e agradáveis encontros nas cidades de São Lourenço, Caxambu ou em outros tantos e aprazíveis lugares, vivemos ao lado dele. Em nossa memória ficou a imagem daquele irrequieto velhinho, ora ajudando ou sendo ajudado por sua amada esposa, nossa amiga Iracema, uma das líderes da Casa da Amizade, a retirar-se, já ao tardar da noite, para o seu leito depois de deliciosas horas de confraternização com os seus companheiros de Rotary.
Eterno e inesquecível companheiro Waldir Tavares - seria um egoísmo inaceitável de nossa parte dizer que sentimos a sua falta, porque, na verdade, a nossa sensibilidade diz que você sempre estará presente em nossas reuniões.
Você está sempre presente, também, no nosso cotidiano, pois os exemplos que você deixou fizeram-nos um pouco melhores.
Pensar que você deveria estar aqui seria um sacrilégio, pois tiraríamos o privilégio de Deus em ter você mais perto Dele.
E onde você estiver, sabemos que está muito bem. Num lugar digno dos grandes homens que fizeram da vida na terra a personificação da vontade divina.
Ficaram, contudo, para nosso conforto e resignação, a sua eterna lembrança, as suas discretas, e sempre dignas atitudes, mas, sobretudo, a sua imagem e o seu singelo e inesquecível sorriso.
Hoje é dia da posse de Barak Obama.
Muito mais do que um novo Presidente dos Estados Unidos que toma posse, Barak Obama representa a esperança de toda nação americana e, por que não dizer de todo o mundo, de ver uma nova realidade social. Indubitavelmente o mundo espera de Obama, pelo seu carisma, sua origem étnica, e, sobretudo, sua visão política, que seja instalado no universo uma nova era. Que seja de paz, de concórdia, de felicidade, de progresso e de estreitamento nas relações mundiais.Que Deus o ilumine e o proteja em sua importante missão.
UM PRÓSPERO ANO NOVO COM MUITA SAÚDE, PAZ E COMPLETO SUCESSO.
José Nogueira d´Almeida @ Família
18 de Novembro de 2008, dia do aniversário da Marlene, ladeada por mim e seu irmão Luiz, no arquipelágo de Fernando de Noronha-PE.
XX Conferência Nacional dos Advogados - 16 a 19/11/2008, Natal, Rio Grande do Norte.
Seja realista, planeje um milagre !

Início da caminhada na Ilha Grande, no percurso de Abrãao a Dois Rios.
Este é o local onde tento recuperar minhas energias.
São poucas as oportunidades, mas são bem aproveitadas.
Sinto falta porém de amigos e parentes que nem sempre podem estar presentes.
Mas é a vida. Não se pode ter tudo que quer, já diziam os mais antigos.

Cidade do Rio de Janeiro - Vista panorâmica do Arpoador
Créditos do fotógrafo (celular) José Nogueira d´Almeida

Cidade do Rio de Janeiro - Avenida Presidente Vargas - Domingo de manhã - retorno após assistir
a missa em canto gregoriano na Igreja de São Bento.
Créditos do fotógrafo José Nogueira d´Almeida
Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.
autor desconhecido
Esta foto é do dia do meu aniversário, quando recebi alguns familiares em minha residência. Recebi de parentes e amigos mensagens de felicitações que retribuo com o mesmo entusiasmo, esperando desfrutar da amizade e consideração por longos anos.
Praia do arpoador, sem dúvidas um dos lugares mais exuberantes da Cidade do Rio de Janeiro. No close o lado do mar, em uma manhã nublada. A imagem embora bonita é assustadora, pelos perigos que o mar representa.
O lago do Barão de Javari é localizado no Município de Miguel Pereira, logo na entrada da Cidade. Está, atualmente, com as águas esverdeadas, dando a sensação de muita poluição. Contudo o local, ainda assim, é aprazível, sendo ótimo para descanso, leitura e meditação. Segundo os moradores e frequentadores do local, Miguel Pereira é considerado o terceiro melhor clima do mundo. A noite há alguns pequenos restaurantes onde é ofertado um vasto cardápio, com pizzas muito bem preparadas. Eu tenho a felicidade de pelo menos uma vez ao mes ir a este local onde, evidentemente, curto todas as coisas boas que que me são proporcionadas. A imagem da garça que repousa tranquilamente sobre o galho da grande árvore retrada visualmente o que é a Cidade.
A coruja de Araruama desapareceu (aliás as corujas desapareceram, já que eram várias). Eu tenho pena porque era, sem dúvidas, um atrativo a mais para quem frequentava a praia da Pontinha. Mas, por certo, ela deve ter procurado um local mais compatível com a sua natureza, pois a Cidade, ultimamente, tem ficado muito agitada, o que não é a sua caracteristica. É relevante lembrar que a Cidade, que fica a 25 minutos das mais belas praias de Cabo Frio, uns 40 minutos de Búzios e seu famoso balneário,e serve de ponto de referencia para quem quer curtir a agitação do verão da região dos lagos e a tranquilidade, a noite, de um espaço sossegado. O clima local também é espetacular, pois está sempre soprando um vento que refresca, sem dúvidas, o ambiente. Para quem gosta de curtir praias oceânicas, a Cidade também oferece a pouco conhecida Praia Seca, a pouco mais de 15 minutos do centro, além de muito bonita, há tranquilidade e paz. No bar Girafa você pode tomar cerveja gelada, deitar-se na praia, mergulhar e, depois, sentar-se para no piso de cima e almoçar aquele gostoso peixinho frito com a bebida de sua prefrência.
Existe uma Cidade, onde ocorreu o fato, (como tantas outras) que é um misto de grande metrópole e uma pequena província. Naturalmente a característica primeira deve-se, possivelmente, a proximidade com a Capital do Estado, e, o provinciano, provém de seu povo de origem humilde do interior, porém sarcástica, e o jeito tranquilo e alegre de se viver.
Lá tudo acontece !
História e, também, estórias curiosíssimas ocorrem, quase que cotidianamente.
Uma bastante picante, ocorreu em plena praça pública, com a presença das mais altas autoridades do País, entre as quais um Ministro de Estado, em plena época da revolução.
Como toda cidade deste País, havia e, ainda, há um cambada de desocupados, embora fossem na sua maioria funciónários públicos que varavam a noite em bares e botequins, já que no outro dia não teriam que trabalhar. Quando muito compareciam a repartição para assinar o ponto.
A personagem desta estória é um desses "bravos brasileiros". Trabalhava como oficial de justiça, certamente, cedido pela Prefeitura local, e, nas horas vagas - que eram todas - fazia segurança do jogo do bicho.
Por não terem o que fazer, como já foi dito, ficavam até a madrugada nos bares e restaurantes da cidade, jogando "conversa fora" e inventando situações para se divertirem e fazerem passar as entendiosas horas de suas vidas.
Certo dia, em um dos bares que se localizava em frente a Prefeitura da Cidade, e, obviamente, após vários chopps, inspirado por seu instinto de gozador, a personagem acima referida, sabendo da ida de um Ministro à Cidade - que era o papo que rolava na época - resolveu desafiar os seus amigos a uma aposta inusitada.
Evidentemente, na aposta, havia, por certo, por parte do apostador um sentimento de repulsa ao Ministro visitante, representante da chamada revolução redentora, por ter esta tirado da população da Cidade - já que era uma " área de segurança nacional - o direito de eleger diretamente o seu Prefeito, entre outros direitos civis.
Disse então, em voz alta, porém já um pouco embargada pela bebida:
_ Quando esse Ministro vier a nossa Cidade, vou passar a mão na bunda dele!
Todos se entreolharam. Seria mais uma bravata ou uma bricadeira de mau gosto daquele conhecido beberão, numa noite de excessos ?
Não satisfeito, a personagem reafirmou:
- Quem não acreditar em mim, que faça agora a sua aposta !
Quase que imediatamente, tirou do bolso, alguns trocados, certamente, parte do seu "suado" salário e colocou-os na mesa, em tom de desafio.
Houve, por certo, apostas. Apenas acrescentram, os apostadores: quem ganhasse teria que usar o ganho para pagar chopps para todos da curriola !
No dia da programada a visita, a Cidade estava em polvorosa. O Prefeito da Cidade, que havia sido nomeado interventor pelas autoridades revolucionárias, contratou banda de música, fogos de artifícios, claque de puxa-sacos de toda estirpe, desde inocentes úteis, geralmente funcionários da prefeitura, como os postulantes as fotos de "papagaio de pirata", enfim.... toda a sorte de bajuladores, para agradarem e fazerem uma acolhida enesquecível e digna ao visitante ilustre, poderoso homem da República.
O momento significava, recursos que viriam de Brasília. Prestígio pessoal do Prefeito. Era o reconhecimento da cidade como potência política e eleitoral, entre outro bônus.
No palanque, sem dúvidas, as mais representantivas personalidades da Cidade. Políticos da situação, da oposição, do muro, quase todos. Clérigos, representantes do poder judiciário, profissionais liberais, comerciantes e empresários - que no fim, quem pagou a conta, já que faziam questão - muito embora, dizem, os inimigos políticos, que todas as despesas teriam sido contabilizadas pela Prefeitura, e, que foi repassada, com um cunho de legalidade, para população. Sem dúvidas, "uma verdadeira festa".
Naturalmente, a nossa personagem, estava entre os presentes ao palanque. Afinal de contas era funcionário público, prestava serviços ao Judiciário e segurança da contravenção. É quando, o locutor, já no encerrar dos discursos, com a voz rouca, pelo esforço e pela dedicação, anuncia, estendo a última sílaba:
- Munícipesssssssssss........ desta Cidade, é chegado o grande momento da festa. Vou, depois das inúmeras manifestações dos nossos mais legítimos representantes, passar a palavra, com muita emoção e entusiasmo, ao nosso grande e poderoso homem da República, Ministroooooooo.........., para a sua saudação.
Obviamente, uma estrondosa salva de palmas, assovios, gritos, ouviu-se da platéia. Mas, quando o microfone era passado aquela autoridade, que certamente iria dizer as suas primeiras palavras, o Ministro é interrompido, de forma educada e muito discreta, pela nossa personagem que, quase que sussurando no seu ouvido, assim lhe dizia:
- Perdão Ministro. Mas há atrás em sua calça, uma abelha.
Virando-se, quase que instintivamente, porém antes que pudesse falar ou fazer qualquer coisa, o Ministro viu o seu interlocutor passar a mão por três vezes na sua bunda, como se lhe desse uns tapinhas na bunda, sendo logo tranquilizado, quando ouviu:
- Mais uma vez, desculpe Ministro: Era uma abelha mesmo, mas já foi embora. Vôou prá longe.
Percebeu-se na platéia um movimento ruidoso e algumas, abafadas, gargalhadas, aparentemente sem sentido, seguida da saída de algumas pessoas que tomaram rumo ao bar, para tomar chopp, agora sob o patrocínio daqueles que haviam apostado contra.
A personagem cumpriu a sua palavra: passou a mão na bunda do Ministro, conforme prometera.
Isso só acontece em Duque de Caxias.
Do fato, ficou uma lição: Por mais poderoso que sejas, tenhas cuidado com a abelha, senão, em público, passam a mão na sua bunda.
Mulher
Muito mais do que uma visão de ordem política, lírica ou romântica, o reconhecimento da participação da mulher no geral e, em especial, nos destinos da OAB, é, verdadeiramente, uma questão de justiça.
Não é segredo, principalmente para as mulheres, de uma forma ampla, que durante anos, elas foram discriminadas em sua condição física e biológica, pela cultura equivocada de uma sociedade machista, que as via, apenas, como objeto sexual ou mera força de trabalho doméstico.
Mas, nem por isso, elas desanimaram. Lutaram contra o preconceito e a discriminação e, aos poucos, foram conquistando o seu espaço e, mais importante, foram mostrando a sociedade, que muitas realizações feitas pelo homem, na verdade, escondiam um comportamento discreto e solene de uma mulher. E não raras vezes, em solenidades, ouvia-se a frase, quase desgastada, mas muito útil, para discursos: “Por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher”.
Mas nas oportunidades de projeção ou assunção cargos importantes da sociedade, os homens não abriam mão de seu poder dominante. E aqueles que prestigiavam a mulher eram vistos como dominados, pusilânimes, quando não, amantes.
Estudar, sem dúvida, fez parte da vida e luta inicial da mulher, desde a sua presença na casa paterna. A Universidade era um espaço que os pais e os maridos abominavam, como se todas que fossem para as faculdades representassem a perdição e a imoralidade.
Mesmo assim, uma parcela considerável de mulheres quebrou os grilhões, saltou as barreiras, venceu o preconceito e provou que tinham direitos iguais, sem que isso pudesse representar uma diminuição da capacidade afetiva e familiar.
Provaram que poderiam, também, ser profissionais competentes, domésticas esclarecidas, políticas determinadas, não para competir com os homens, mas para competir aos lado deles. Provaram, mais do que isto, que a competência profissional não lhes tiraria a feminilidade. Provaram que é possível conjugar as mais importantes funções sociais com o batom e o rouge.
Na magistratura, promotoria, defensoria pública, há uma enormidade de mulheres exercendo-as. E, sem dúvidas, as instituições tomaram-se mais belas e sensuais, sem que a competência e a sensibilidade jurídica fossem diminuídas ou prejudicadas.
Na advocacia, não é diferente, e, hoje, há uma maioria de mulheres. E os Fóruns tornaram-se mais atrativos, não só pelas aparências sempre mais bem cuidadas, pelo sóbrio perfume exalado, assim como pela conversa mais abrangente e agradável. Se, no passado, falava-se só de futebol e política, hoje, fala-se de teatro, de música, de família, enfim, de um verdadeiro leque de assuntos, bem mais amplo,mais diversificado e prazeroso.
Esse momento, sem dúvida, é ímpar na história da mulher e da OAB.
(Reflexão de José Nogueira D ‘Almeida, sobre a mulher e, em especial, advogada).
A primeira condição para vencer na advocacia
A primeira condição para vencer, seja na advocacia ou cm qualquer outra profissão, é que o profissional tenha confiança em si próprio, porque ninguém pode vencer os demais se não souber vencer a si mesmo.
O advogado modesto, simples, despretencioso. parece que é invisível, enquanto que o advogado altivo, educado e ufano, quando entra no cartório ou em qualquer repartição pública, é o primeiro a ser considerado.
O triunfo depende da atitude vitoriosa, e esta depende da vontade de vencer. O que é a vontade de vencer senão a resolução determinada de se conseguir aquilo que se almeja? Senão a potência que faz mover o pensamento e a ação para determinado fim? Se o homem não sabe a que porto se dirige
- diz um mestre nenhum vento lhe será favorável.
O objetivo do advogado é vencer na profissão de advogado, e para isso basta impregnar-se daquela vontade firme e absoluta, capaz dc suprir todas as deficiências físicas e intelectuais que, por acaso, possam servir de obstáculos para a caminhada. Um famoso provérbio chinês diz:
“Qualquer caminhada, por mais longa que seja, sempre começa com o primeiro passo. A marcha estará iniciada e, a cada instante, o final triunfante mais se aproxima”.
“Estou convencido de que nada impedirá de tornar-me um grande advogado”.
O advogado que é capaz de dizer estas palavras, já demonstra que será um vitorioso porque, pela sua atitude, já está com todos os atributos e dons para alcançar o sucesso.
Tudo que é importante e famoso para o homem é sempre dificilmente obtido, pois se estivesse ao alcance de todos, perderia o seu valor.
A advocacia é uma profissão de lutas. Vitórias nas lutas só são alcançadas pelos fortes.
No alto de uma montanha suíça, um cartaz bem define o segredo da vitória: “Os covardes nunca tentaram. Os fracos disistiram no meio do caninho. Só os fortes atingiram este lugar”.
Não acredite nos derrotistas, os do contra, que sempre criam dificuldades a todas as iniciativas, O mundo está cheio deles, e, se fossem ouvidos, nada haveria de novo na face da terra. E preciso ousar!
Quem poderia admitir que Beethoven, depois de surdo, escreveria as suas melhores páginas musicais? Ou Roosevelt, após a paralisia, conseguiria tonar-se presidente da maior nação do mundo? Ou Evaristo de Morais, um humiidc rábula, tornar-se um dos maiores advogados criminalistas do Brasil? Ou Aleijadinho, que ficou irnortalizado por suas obras.
As dificuldades que tinham eram apenas passageiras e não impediram o sucesso.
Assumindo a sua atitude vitoriosa na profissão, o advogado dirá certamente: “Se eu não encontrar o meu caminho, abrirei outro somente para mim”.
A sociedade ressente-se, hoje, de grandes lideranças. Os advogados sempre exerceram papéis importantíssirnos nas sociedades civilizadas. Não importa a cor, não importa o credo religioso, não importa a idade, não importa as suas dificuldades momentâneas, não importa nem o passado. O que importa, verdadeiramente, é o presente, pois o futuro depende do presente e de Deus.
Para a nova geração de advogados.
José Nogueira D’Almeida. - escrito, quando Presidente da 2a. Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil
Estamos vivendo, praticamente, os últimos dias do mês de Dezembro e, por conseguinte, os derradeiros dias do ano de 2007. E, para os cristãos, em especial, para nós que vivemos no mundo ocidental, este mês, tem um significado relevante; pois, comemora-se o nascimento daquele que veio ao mundo, trazer uma mensagem de fé, esperança e, sobretudo, de amor. Assim, sensibilizado pela aura natalina e pela mensagem de amor ao próximo, queremos desejar a todos os familiares, amigos, os leitores deste blog, enfim, a todos as pessoas, um FELIZ NATAL e PRÓSPERO ANO NOVO.
José Nogueira d´Almeida
Estou, e daqui escrevo, em Morro de São Paulo, na Bahia. É um arquipélago que existe na costa da Bahia a, aproximadamente, duas horas de viajem de catamarã da cidade de Salvador. Ontem, nós estivemos - eu, Marlene, Albano, Adília e Adriana - em outra ilha chamada de Boipeba, que é um lugar muito bonito e acolhedor. Hoje fomos conhecer Gamboa, fizemos uma longa caminhada e depois almoçamos na praia. Foi muito bom e o almoço melhor ainda. Aquí em Morro de São Paulo, temos uma vaga lembrança da Ilha Grande, no Rio de Janeiro, é realmente um local muito agradável, o que é próprio do povo baiano. Tiramos muitas fotografias. Retornaremos para Salvador, aonde ficaremos por mais dois dias, antes de voltar para o Rio de Janeiro.
Como você pensa, você crê, e como você crê, será.
Há pessoas que são curiosas. São incompreendidas, mau-vistas, e de dificil convivência.
Mas com o passar dos tempos, revelam-se magníficas e, passam a ser admiradas pela determinação de seus objetivos e a sua genialidade.
Quem teve a oportunidade de viver as últimas gerações do cinema, conheceu Glauber Rocha. Aparentemente um homem presunçoso, arrogante e, sem nenhuma impatia.
Contudo, passados os anos, interpretada a sua obra, e, analisadas as suas entrevistas, revela-se uma pessoa, extremamente, preocupada com a realidade política de seu País, de sua época, e, sobretudo, um homem simples, desprovido de qualquer tipo de orgulho pessoal, inobstante o seu reconhecimento internacional.
Como sua obra, suas respostas, nas diversas entrevistas, são dignas de um gênio.
Certa vez, entrevistado a respeito do era fazer cinema no Brasil - quando se esperava uma resposta sofisticada- assim respondeu: para fazer cinema no Brasil é preciso, apenas, uma idéia na cabeça e uma câmara na mão.
É óbvio que a simplória resposta, não revela o segredo dos grandes cineastas. Mas sim a genialidade e a simplicidade de Glauber Rocha.
Deixou de dizer, talvez de propósito ou por modéstia (qualidade que não lhe era muito comum), que há outra, sem dúvida, a mais importante exigência para se fazer cinema, é o de ter talento.
Que não tem talento, de nada adianta a câmara na mâo, tampouco uma idéia na cabeça. Pois, sem talento, nada há.
Aliás, já foi dito, principalmente no meio artístico e com muita propriedade, "que nada substitui o talento".
Ele, Glauber, tinha talento, o que é raro no ser humano, e dota, apenas, pouquissímos homens, que são, ou passam a ser, conhecidos como gênios.
E, é por isso, pelo talento excepcional, que Glauber Rocha, é uma das maiores personalidades da história moderna de nosso País.
Salve a Bahia..........
Será que essa gente percebeu
Q´essa morena desse amigo meu
Tá me dando bola tão descontraída
Só que eu não vou em bola dividida
Pois seu eu ganho a moça, eu tenho o meu castigo
Se ela faz com ele, vai fazer comigo.
E vai fazer comigo exatamente igual
Ela é uma morena sensacional
Digna de um crime passional
E eu não quero ser manchete de jornal.
Por isso é que eu pergunto.
Será que essa gente percebeu
Q`essa morena desse amigo meu
Tá me dando bola tão descontraída
So que eu não quero que essa gente diga,
Esse camarada se androginou,
a moça deu bola a ele e ele nem ligou.
Musica e letra de Luiz Airão
A semana do advogado iniciou com a caminhada e, pela primeira vez, com a corrida. Na quinta-feira houve a apresentação do concerto de "Vivaldi", na Sala Cecília Meirelles. E, finalmente, na sexta-feira, tivemos um coquetel de encerramento no salão nobre da OAB-RJ. Participei que quase todos os eventos.
Domingo é dia de caminhada pela beira da praia. Curtir o sol e a preguiça. Ver televisão e almoçar em um bom restaurante. A noite um vinho de boa qualidade pega bem. Enfim estar com a família é sempre reconfortante. Ler um bom livro. Tentar ou escrever pensamento. Buscar inspiração. Meditar ou ir igreja elevar preces para uma vida melhor. Enfin.....é domingo.
Estou em Caxambú-Minas Gerais, participando da Conferência Distrital do Rotary Clube Duque de Caxias.O hotel é antigo e grande, razoável. O hotel Palace, que tem mais de 110 anos de existencia. A Cidade tem o clima agradável, presumo entre 18 a 22 graus. As ruas são tranqüilas e sossegadas e o povo é hospitaleiro. Assisti, junto com a Marlene, Dna. Filinha e Dna. Anna, o show do Elimar Santos. Foi muito bom.Retornarei no Domingo, se Deus quiser.
Dia 27 de abril de 2007, foi criada a Associação dos Amigos do Colégio Ana Maria Gomes.
Podemos nos defender de um ataque,
mas somos indefesos a um elogio.
Segmund Freud
Vamos ouvir o silêncio
Marcelle d´Almeida
Dia 03 de Janeiro de 2007
Posse no Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil
Hotel Glória - as 18 h.
Assumo como Conselheiro Seccional. Esta é a sexta vez que assumo um cargo na OAB-RJ.
Vice-Presidente, entre 1982/1984; Presidente da Subseção de Duque de Caxias de 1992/19894; Presidente reeleito de 1994-1997; Secretário-Geral na Seccional de 1997-2000, retornei a Presidente de 2000/2003, e, agora, Conselheiro Seccional de 2007/2010
O que se leva de frustrante dessa vida
não são os sonhos não realizados,
mas os sonhos, não sonhados.
Fernando Pessoa
"Não basta que uma pessoa tenha direito.
É preciso que queira,possa,saiba expô-lo e defendê-lo.
Mas, é necessário que encontre juízes,
que queiram, possam e saibam reconhecê-lo,
proclamá-lo e garantí-lo"
RUI BARBOSA
Há 50 anos.
O casamento da cantora Emilinha com o desportita Artur de Souza Costa Filho foi a notícia que agitou os meios radiofônicos no fim desta última semana. Emilinha Borba, ou melhor, Emília Savana da Silva Borba, é uma das figuras de maior popularidade no rádio brasileiro, tendo sido durantes muitos anos a rainha inconteste dos auditórios onde, ainda hoje, é chamada "a maior".
O casamento foi realizado na última sexta-feira no 2o. Distrito do Muncicípio de Duque de Caxias, no lugar denominado Campos Elísios.
A cerimônia preparada sigilosamente, foi presidida pelo Juiz de Paz João da Silva Campos, amigo da noiva e dono da oficina onde Artuzinho apronta a sua Ferrari para as corridas de que é um velho apaixonado.
Se você chora, não chore
se você conhecesse o mistério insondável do céu
onde me encontro....
Se você pudesse ver e sentir o que eu sinto e
vejo nesses horizontes sem fim e nesta luz que
tudo alcança e em tudo penetra, você jamais choraria por mim
estou agora absorvida pelo encontro com DEUS,
pelas suas expressões de infinita beleza.
Em confronto com esta nova vida as coisas do
tempo passado são pequenas e insignificantes.
conservo ainda todo o meu afeto por você e uma
ternunra que jamais lhe pude, em verdade, revelar.
Amamo-nos eternamente em vida, mas tudo era
muito fugaz e limitado.
Vivo na serena expectativa de sua chegada, um
dia....
Pense em mim assim: nas suas lutar, pense
nesta maravilhosa morada onde não existe a
morte e onde juntos viveremos no elenco mais
puro e mais intenso,
juntos a fonte inesgotávelde
alegria e do amor.
Se você verdadeiramente me ama, não CHORE
mais por mim.
"EU ESTOU EM PAZ"
O pensamento parece uma coisa a toa, mas como é que a gente voa, quando começa a pensar
O campeonato carioca de 2007, será disputado por 16 clubes, sendo que 11 já disputaram o campeonato passado. Participarão, ainda, o campeão da série B, e os demais que deverão ser classificados entre os quatro primeiros da seletiva que deveria comerçar neste sábado. Como o time da Estácio de Sá ingressou na Justiça Comum para participar da seletiva, a tabela teve de ser refeita e so começará em Setembro/06.
O Duque de Caxias, estará participando da seletiva com muitas chances para se classificar.
Estamos torcendo.
Pra frente Caxias !
Vinicius de Moraes, disse um dia:
“Eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos.
Alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure sempre.....”
Da falta de representatividade do Poder Judiciário
Autoridades de todos os níveis têm-se manifestado a respeito da adoção da Súmula Vinculante pela Suprema Corte do nosso País, que visa inibir a repetição das ações sob os mesmos fundamentos, notadamente, na área civil previdenciária e tributária.
É obvio que o Supremo Tribunal Federal, deve-se resguardar para decidir questões mais importantes para os interesses da Nação.
É há, sem dúvidas, correntes formadas por magistrados, advogados, procuradores, defensores Públicos, operadores do direito, enfim... que aplaudem a iniciativa, porque, em princípio, balizaria a posição do Judiciário, e, permitiria, em segundo plano, a eliminação do entulho que priva a agilização e a efetiva prestação jurisdicional.
Há, ainda, um outro aspecto positivo e alvissareiro, que eliminaria, de vez, os procrastinadores, e, leia-se o próprio Poder Executivo, pois é quem mais costuma repetir pedidos, ainda que em forma de contestação, exceções, recursos, etc...
Uma outra corrente contrária a Súmula, expressiva e, também, respeitável, sustenta que aprovação da proposta de Emenda Constitucional, engressaria a Magistratura de Primeira Instância, e cercearia o direito Constitucional de acesso a Justiça, princípio consagrado em nossa Constituição de 1988.
São posições respeitáveis que influenciam a Comunidade Jurídica, na proporção e na qualidade moral e intelectual dos seus respectivos defensores.
Contudo, a questão do engessamento de Instância Primeira, parece-nos um sofisma, eis que o projeto contempla o direito do Magistrado, sustentar, e ninguém seria mais qualificado, do pedido de modificação ou revogação da Súmula vinculante.
De igual forma, parece-nos artificiosa e falsa, a idéia de que a implantação da Súmula Vinculante resolveria o problema do excesso de serviço no Judiciário.
Na década de 60, pensou-se da mesma forma, com a implantaçào das Súmulas Predominantes do STF., que, evidentemente, não tinham poder normativo, tampouco os efeitos erga omnes que se pretende dar ao atual projeto de Emenda Constitucional.
Mas a questão não é tão simples, como pode a princípio parecer, e, ser resolvido por um projeto de lei, ainda, que seja por PEC, notadamente, face ao sistema constitucional que vige em nossa Nação, que estabeleceu que os poderes da União são harmônicos entre si, porém, independentes e com funções específicas.
Temos a sensação de que haveria uma quebra de independência dos Poderes da República, com o Judiciário, assumindo às vezes do Poder Legislativo, se dermos a Súmula um caráter de Lei e, portanto, oponível a toda a sociedade.
O Legislativo está legitimado para criar Lei. O Judiciário não!
Temos assim, no primeiro momento, uma idéia positiva, que merece aplausos, da Comunidade Jurídica, mas com serias consequências de aplicabilidade no sistema estrutural vigente.
Nos Estados Unidos da América do Norte, e outros países que seguem a linha anglo-saxônica, que adotam a Súmula Vinculante, inclusive no próprio Estado, as Supremas Cortes Estaduais, fazem-se respeitar em efeito cascata, por todas as suas decisões.
De igual forma, na Inglaterra, onde a Constituição, não é codificada, as decisões do Judiciário, têm força constitucional.
Lá existe um Poder Judiciário, inegavelmente, com maior credibilidade. Por outro lado, o princípio de autoridade do Magistrado é realçado. E há, uma prestação jurisdicional, mais agil, rápida e efetiva.
Ocorre que nestes Países, os Juízes têm poderes legislativos, já que em sua maioria, são eleitos e submetido períodicamente ao crivo de sociedade.
No Brasil não !
O ingresso na Magistratura é feito pelo concurso de capacitação técnica ou nomeação pelo Poder Público.
Temos na verdade, um Poder Judiciário cujos os membros, via de regra, notabilizam-se pela cultura, inteligência e polidez, mas sem a legitimação ou representatividade da sociedade.
E é óbvio que não havendo a legitimação ou representatividade do Poder Judiciário, não pode a Súmula Vinculante ser aprovada, sem agredir os preceitos tradicionais do constitucionalismo brasileiro.
(O presente artigo foi escrito por José Nogueira d´Almeida, quando Secretário Geral da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro, e, publicado no Jornal Tribuna do Advogado em 1998).
Diz o Jornal do Brasil, na edição deste domingo, que quando foi eleito em 1945, para integrar a Assembléia Nacional Constituinte, o escritor Jorge Amado e a sua espôsa foram moram num sítio denominado "Peji de Oxóssi", entre as cidades de Duque de Caxias e São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Zélia Gattai, diz em seu livro "Um baiano romântico e sensual", que o casal não tinha automóvel, sendo contratado um táxi, que diariamente ía buscá-lo e levá-lo até o centro da Cidade, onde ele pegava o ônibus para a Praça Mauá, de onde ía a pé até a Av. Antonio Carlos, onde se achava instalado o Parlamento Nacional.
A nossa Cidade de Duque de Caxias, hoje, está triste. Mas não é da vocação desta terra, a tristeza. Até pelo contrário, a nossa Cidade é sempre alegre, expansiva e esperançosa.
De origem ou de onde tenha vindo: do nordeste, do norte, do sul, do leste ou oeste, do Estado ou do País; ou, ainda, de além mar: Portugal, Espanha, Itália, enfim...de qualquer ponto ou, de qualquer porto, o povo duquecaxiense é de uma impressionante determinação e uma alegria inexplicável.
Não importam os sacrifícios do cotidiano, as dificuldades, até o sofrimento, Não, não são forças capazes de tirar a esperança e a alegria deste povo.
Mas, por certo, tira a esperança, e deixa-nos triste, a perda de um companheiro. Principalmente, quando sabemos tratar-se de um exemplar chefe de família, dedicado profissional, bom amigo, e fiel companheiro.
E, por isso, esta Cidade, ficou triste. Profundamente triste.
Perdemos, Ricardo Augusto de Azeredo Viana. Duquecaxiense por adoção. Companheiro deste Clube Rotário desde a sua fundação. Companheiro dos companheiros desde o seu nascimento.
Homem de cultura e inteligência invulgar. Talento raro para os nossos conturbados dias. Médico de alma iluminada pela elevação espiritual. Cidadão dos mais destacadas na sociedade fluminense. Orador, dos mais notáveis. Certamente, o maior orador, que a Cidade conheceu, nos últimos anos.Fazia da tribuna ou do púlpito, a cadeira de balanço da varanda de sua residência. Discursava, quase que conversando com a platéia. Prendia, como ninguém a atenção de todos, que aguardavam na conclusão da próxima frase, o êxtase da sabedoria. Raciocinava com rapidez, e empregava a profundidade de sua inteligência, e a bondade de seu coração, em todos os seus pronunciamentos.
Nas solenidades mais importante e significativas era sempre esperado para assumir a tribuna do Rotary, inclusive no último dias dos país. Sua presença era sempre festejada, pela alegria e a descontração.
Não precisava gritar, como soe acontecer com outros tantos oradores gongóricos, porque os que ouviam, silenciavam diante das suas sábias palavras. Suas súplicas e seus pensamentos atingiam desde os mais próximos aos mais remotos, em igual intensidade.Deliciava, a todos, com colocações sempre bem humoradas, alegres, e, sobretudo, gentis. Enfim, um verdadeiro gentleman. Um monumento da cultura deste Município, na figura física frágil de um pequeno homem, de olhos apertados, de cabelos grisalhos, de sorriso maroto, de rosto sulcado pela lutas da vida, e, de palavras pausadas e, sempre bem pronunciadas.
A cidade de Duque de Caxias, tem razão de estar triste, pois perdeu, para os céus, um filho que adotara, que recebeu em retribuição e homenagem, todo o seu talento, carinho e, sobretudo, a dedicação de seu trabalho profissional na medicina, na incansável e interminável busca da preservação da vida, ou da diminuição da dor, dos seus semelhantes.
A medicina está órfã.
A advocacia ficou em luto.
A política emudeceu, porque desapareceu um dos seus mais notáveis quadros. Um verdadeiro símbolo da história desta Cidade.
Mas, se presente estivesse aqui, o Dr. Ricardo Augusto, neste momento usando da palavra, o que fazia sempre de forma incomparável e magistral, diria, certamente:
-“Companheiros”, não há razões para tristezas.
- Não dêem espaço a dor e ao sofrimento pela perda do nosso contato físico.
- Vocês me conhecem. E sabem como eu penso.
- Nada mudou. Absolutamente, nada mudou.
- Eu, acredito, que soube honrar e dignificar esta vida e, os meus semelhantes, e agora fui para um outro espaço da vida espiritual.
- Mas, não está, no próprio no manual do Rotary, que devemos sempre mudar ? Ocupar outros lugares e conhecer novos companheiros?
- O meu corpo físico, certamente, não estará mais participando das sempre agradáveis reuniões, mas eu estarei sempre presente, a cada almoço, a cada solenidade, a cada festa, enfim...,nas badaladas do presidente na abertura e fechamento dos nossos trabalhos. Em cada iniciativa desta entidade Rotária, entidade que aprendi a amar, sempre voltada para ajuda a nosso semelhante. É natural, também, que esteja no pensamento de cada companheiro, porque acredito que os influenciei de alguma forma.
- Eu sei até, que vocês gostam muito de mim. Deram inúmeras manifestações neste sentido. Talvez não por méritos que possa ter tido nesta vida terrena, muito mais pela distinção do companheirismo.
- Acho que para alguns fui um exemplo, e, diga-se, por oportuno, não foram poucos os esforços que fiz na vida para ser exemplo. Como posso deixa-los agora ?
- Não os deixei. E se disserem ao contrário, não os contrarie, diga apenas, que o farei aos pouquinhos, permitindo que o tempo, o senhor da razão, se encarregue do meu esquecimento.
- Mas não digam nunca que morri, porque aqueles, até os que pouco me conhecem, sabem que professo a religião que não há morte, não há fim. Há, apenas, passagem.
- Eu cumpri a minha etapa, nesta vida, mas já estava escrito, só espero que a tenha cumprido na exata dimensão da vontade de Deus”.
Reflexões sobre o desaparecimento de um grande orador.
Escrito em 08/08/02
JOSÉ NOGUEIRA D´ALMEIDA
A crônica da vida
O compositor/poeta Chico Buarque de Holanda, em sua vitoriosa e inesquecível canção “Carolina”, diz, num dos seus versos: “o tempo passou na janela e só Carolina não viu.”.
Realmente o tempo passou. E, como sempre, ele tem razão. Só não tem, quando dá essa exclusividade para Carolina. Nós, também, que na época da musica, não tínhamos idade para entender o seu significado, não vimos o tempo passar. Hoje, sim, entendemos perfeitamente o sentido do poema.
Aliás, ninguém vê o tempo passar. Exatamente porque o tempo é abstrato e o pensamento humano tem dificuldade de codificar a sua passagem. E para dificultar, ainda mais, esse fenômeno da natureza, o ser humano gosta de recordar, o que faz regredir o pensamento, fazendo a mente, via de regra, não ser acompanhada pelo corpo.
E, nesse exercício de recordar de nossas vidas, é importante lembrar, quando jovem, quando o cinema era o espaço mais romântico para uma aventura amorosa, e deixava-nos, por vezes, apaixonados, não só pelas namoradas, mas também, pelas “Elizabeths Taylors”, as “Sofias Lorens”, as “Cláudias Cardinalles”, isso para não falar na “Cândice Bergan”, do inesquecível filme Casablanca. E para usar uma linguagem mais moderna, cada uma delas, um verdadeiro avião!.... mas, naquela época, no máximo, um Constelecion.
Mas, sem dúvidas a grande paixão da juventude, era a Jane Fonda, que além de bonita, era inteligente e extremamente politizada. Jane é irmão de Peter Fonda e filha de Henry Fonda. Aliás, na família, todos são fonda.
Pelo lado das mulheres, presumo, que muitos suspiros foram dados com os “Richards Burtons”, os “Burts Lancarters” e os “Tonys Curtis”, sem falar no Elvis Plesley, com seus requebros sensuais.
No entretenimento brejeiro, o Parque de Diversões e os Circos, quando chegavam aos bairros, produziam uma magia com momentos de encanto e de profunda felicidade.
A televisão, ainda muito insipiente, mostrava filmes como Bonanza, Missão Impossível e os Intocáveis, a Feticeira, e os melo-dramas das novelas, como espetáculo do bem sobrepujando o mal. E não podemos esquecer o nosso herói da bengala, Bat Masterson, que nos inspirou a todos, inclusive para andar com bengalinhas, mas que parece, que apenas um homem, nos dias atuais, foi capaz de aplicá-la, quando no Congresso Nacional, e frente as câmaras de tv, deu merecidas bengaladas num ex-ministro do governo atual, acusado de corrupção.
A música era pura, ingênua. Falava do cotidiano, coisas triviais, e, as vezes sentimentais. Tínhamos, o Roberto e Erasmo, Wanderléia, Wanderley, Jerry, Rosimere, Vanusa, Martinha, os “Agnaldos” e The Fevers ou Renato e seus Blues Caps, o Altemar Dutra e os Incríveis, entre outros. Caetano, Gil e Rita, e o próprio Chico vieram depois, mas deixavam-nos, também, com os ouvidos colados, na rádio vitrola, de última geração, chamada de alta fidelidade; quando não dançando, inclusive, ao som dos Beatles ou Rolings Stones, ou, para os mais psicodélicos, Janis Joplin e Jimmy Hendrix.
As letras das músicas não incentivavam o crime, tampouco fazia apologia a maldade. Quando muito, via-se uns submarinos amarelos, ou, os meninos de ouro, leia-se Golden Boys, procuravam o cabeção, uma espécie de erva daninha, na plantação saudável. Lembram-se: você viu o cabeção por aí ? Eu, não. Eu, não.
Nas literatura juvenil, não escolar, os livrinhos de bolso mostravam-nos o FBI, a Scotland Yard, sem olvidar a inesquecível Brigitte Monford, espiã americana de olhos azuis, boca carnuda, seis volumosos, cintura de miss e pernas torneadas, sem falar do seu bronzeado latino, que seduzia a todos os espiões comunistas que queriam dominar o mundo e comer as criancinhas, como fazia entender a campanha dos imperialistas americanos.
Hoje, lamentavelmente, a tecnologia bélica dos irmãos do norte, está, senão comendo as criancinhas do Líbano, com o apetite voraz dos comunistas, matando-as em seus leitos.
Mas, naqueles tempos, já havia também a pornografia, que inundava o mundo lúdico da juventude, representadas pelas chamadas “revistinhas de sacanagem”, que faziam parte de todas as bibliotecas secretas dos jovens, e, as mais requintadas e eróticas, diziam, que vinham da Suiça (hoje, imagino que seria um nome de uma gráfica clandestina de fundo de quintal no subúrbio da central), onde se revelava que o sexo lá, era mais liberal.
É bem verdade que hoje temos tudo isso no computador. Mas, o difícil, é levar o computador para o banheiro.
No esporte, não se praticava o vôlei, o basquete, ou, o handbool. Para as mulheres, a “queimada”, era a pedida certa. Os homens, o futebol vitorioso da geração Pelé/Garrincha, faziam os jovens desfilar, como modêlos, pelas ruas dos bairros, carregando pelo cadarços presos aos dedos, as chuteiras, para mostrar a todos que já estava jogando no primeiro quadro do time local.
Lembro-me, com nitidez, que eram todos magros, não falavam em dinheiro, e não se agachavam para levantar as meias, porque craque de verdade jogava com as canelas expostas.
O estudo tinha o seu espaço e era encarado com muita responsabilidade, mas, nos finais de semanas, as domingueiras, que era um processo cooperativo com bebidas e salgados, em alguma casa de família, era a certeza que a conquista de uma nova namorada, dependia, essencialmente, da habilidade para dançar, a brilhantina no cabelo, a calça boca-sino ou camisa balon.
Não vou falar de carro, porque o sonho de consumo dos jovens da época, se traduzi na palavra “fusquinha 66”. Contentavam-se, os mais humildes, contudo, com um Renault Gordini.
O têrmo droga, no máximo, significava o que não prestava, mas também não fazia mal a ninguém.
Hoje, está tudo diferente, e, as vezes, como Caetano diz, na musica escrita pelo Peninha, me pego pensando na vida, e noto que o Chico, também, não viu a vida passar.
Tanto ele, como nós, de uma maneira geral, se não olharmos no espelho, temos a sensação de que as Carolinas, são os outros. Mas o implacável perseguidor, o espelho, revela-nos as rugas, já bem definidas em nossos rostos, sulcando como uma navalha afiadas as nossas vidas e, sobretudo, as nossas vaidades pessoais.
Os nossos cabelos, que ontem eram pretos e volumosos, hoje, mostram-se já embranquecidos e muito mais raros. Os olhos que eram de lince, atacados, hoje, pelas miopias, hipermetropias e astigmatismo, entre outros males, não se sustentam, a não ser pelas lentes de correção.
As pernas que caminhavam e corriam o mundo, já apresentam os sinais dos tempos e revelam cansaço, quando não, dores. Sem falar no abominável abdome, que no passado, côncavo, agora, extremamente saliente, enfeia despudorosamente a nossa estética.
Sem dúvidas, o tempo passou. Não so para Carolina, mas para todos nós. Revelando-nos que a natureza é cruel. Se nós dá a juventude, nos remete irremediavelmente para a velhice, na certeza de que, dessa forma, marca indelevelmente, a sua superioridade, tentando, talvez, deixar-nos abatidos e domados pela fragilidade do corpo humano.
Esqueceu-se, porém, a mãe natureza, de domar as mentes humanas, pois apesar da idade física, como diz a sabedoria popular: a cabeça não envelhece nunca.
Somos e nos sentimos jovens sempre. E ainda bem que o corpo não é capaz de dominar a mente e, ainda, que pereça, ficará sempre o fruto da vontade eterna de reproduzir-se através dos tempos, perpetuando a espécime humana, passando de geração em geração, renovando essa luta, senão pelo proprio ou por outro corpo, que por certo o sucederá nesta interminável e infinita caminhada.
Isso enfim....é a vida.
Reflexões de
JOSÉ NOGUEIRA D´ALMEIDA
O vasco será campeão de 2006
Hoje é quinta-feira eo final da semana está começando. O tempo está frio e gostoso para se tomar um vinho de boa qualidade e comer um cabrito.
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BRASIL, Sudeste, DUQUE DE CAXIAS, Homem, de 56 a 65 anos, Portuguese, French, Esportes, Livros
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